O vôo de São Paulo foi tranquilo, a chegada em Munique foi antes do previsto, uns 20 minutos. A Qualidade do serviço Lufthansa é muito boa, tanto na distância e conforto dos assentos, serviço de entretenimento a bordo (tela no encosto da frente), como na alimentação e bebidas disponíveis para consumo.
Mais ou menos uma hora antes de chegar em Munique ainda foi possível observar pela janela do avião os Alpes cobertos de neve.
As únicas coisas que perguntaram na imigração é para que cidade iria, quanto tempo pretendia permanecer no país e mostrar a passagem de volta. Passaporte carimbado, agora mais espera para o vôo das 14:00h para Frankfurt.
Nesse meio tempo liguei para casa, reorganizei a bagagem de mão, comi alguma coisa e passei de novo pelo raio X para o portão de embarque.
O vôo saiu alguns minutos atrasados e chegou em Frankfurt praticamente no horário previsto.
Na chegada em Frankfurt retirei a bagagem despachada e a Gabi me foi entregue em um guichê especial, também de grandes bagagens. No saguão do aeroporto mesmo enchi os pneus, e sai dali pedalando rumo à região central da cidade.
Em Frankfurt eu já tinha onde ficar, um host do Couchsurfing (CS), que havia oferecido sua casa para eu passar a noite. Essa foi a minha primeira interação com o Couchsurfing sendo guest (hospedado por alguém).
Com ajuda do GPS e depois e errar algumas ruas, pois como não era permitido bicicleta na rodovia foi necessário contornar, cheguei no prédio onde mora o Rui.
Rui é um rapaz português, bem tranquilo, bom de conversar. Ele mora sozinho, num apartamento confortável. Me deu as boas vindas, mostrou onde eu dormiria, banheiro, cozinha, mercado próximo, senha de internet... etc...
Ele logo teve que sair para um compromisso, então não pudemos conversar muito. Fui ao mercado comprar alguma comida para a janta e a viagem a Hannover. Jantei, tomei banho, deixei tudo pronto para partir hoje cedo (estou escrevendo do ônibus, entre Frankfurt e Hannover) e fui dormir, para recuperar o cansaço da viagem e acostumar o mais rápido possível ao novo fuso horário.
Ah, só para lembrar, o caminho entre o aeroporto e a casa do Rui foi meu primeiro pedal na Europa, total de 11km em cerca de 1h.
Mapa Atualizado da Viagem
domingo, 12 de abril de 2015
Dia 0 - de Assis Chateaubriand a São Paulo
A VIAGEM COMEÇOU DE VERDADE.
Perto das 17:30h do dia 09 de Abril de 2015, saí de casa com destino ao terminal rodoviário, onde tomaria o ônibus para São Paulo. Ao chegar na rodoviária, uma surpresa bastante desagradável, para transportar bicicleta no bagageiro seria necessário a mesma estar desmontada e encaixotada. Dada as circunstâncias da viagem, seria algo um tanto difícil, mas como estava com algum tempo de folga, votei em casa buscar alguma caixa de papelão que pudesse proteger como era exigido. Deixei minha mãe cuidando da bagagem :-).
Ao retornar ela me informa que iriam levar sem necessidade de desmontar, então apenas retirei os pneus e prendi junto ao quadro, além de abaixar o selim.
A viagem foi tranquila, perto das, 8:00h estava chegando ao Terminal da Barra Funda em São Paulo, ali existe um ônibus de viagem que faz apenas o transfer entre os terminais rodoviários e o aeroporto de Guarulhos (Airport Bus Service), comprei o ticket e fui carregando bicicleta desmontada e os alforges até a plataforma de embarque.
Pouco depois das 9:00h eu já estava em frente ao terminal 2 de Guarulhos, ali montei de novo a Gabi, pendurei os alforjes e me dirigi ao terminal 3. Agora restava sentar, esperar, esperar e esperar, pois o vôo estava marcado para sair as 16:55h.
Perto do meio dia já deu pra etiquetar as bagagens, mas não despachar pois teria que pagar a taxa de transporte de equipamentos esportivos (bike) e enviar pelo guichê de bagagens especiais e grandes, que estava fechado naquele momento. Fui comer alguma coisa, depois levei a bagagem para despachar, a Gabi foi inteira, precisou apenas murchar os pneus, bem diferente das exigências da Brasil Sul para embarcar no ônibus no dia antes.
Mais tarde fui para o salão de embarque, ao passar pelo raio X implicaram com o transporte de líquidos na bagagem de mão (desodorante e protetor solar), nada muito complicado de resolver.
O embarque ocorreu antes do previsto, decolando as 16:45h.
Perto das 17:30h do dia 09 de Abril de 2015, saí de casa com destino ao terminal rodoviário, onde tomaria o ônibus para São Paulo. Ao chegar na rodoviária, uma surpresa bastante desagradável, para transportar bicicleta no bagageiro seria necessário a mesma estar desmontada e encaixotada. Dada as circunstâncias da viagem, seria algo um tanto difícil, mas como estava com algum tempo de folga, votei em casa buscar alguma caixa de papelão que pudesse proteger como era exigido. Deixei minha mãe cuidando da bagagem :-).
Ao retornar ela me informa que iriam levar sem necessidade de desmontar, então apenas retirei os pneus e prendi junto ao quadro, além de abaixar o selim.
A viagem foi tranquila, perto das, 8:00h estava chegando ao Terminal da Barra Funda em São Paulo, ali existe um ônibus de viagem que faz apenas o transfer entre os terminais rodoviários e o aeroporto de Guarulhos (Airport Bus Service), comprei o ticket e fui carregando bicicleta desmontada e os alforges até a plataforma de embarque.
Pouco depois das 9:00h eu já estava em frente ao terminal 2 de Guarulhos, ali montei de novo a Gabi, pendurei os alforjes e me dirigi ao terminal 3. Agora restava sentar, esperar, esperar e esperar, pois o vôo estava marcado para sair as 16:55h.
Perto do meio dia já deu pra etiquetar as bagagens, mas não despachar pois teria que pagar a taxa de transporte de equipamentos esportivos (bike) e enviar pelo guichê de bagagens especiais e grandes, que estava fechado naquele momento. Fui comer alguma coisa, depois levei a bagagem para despachar, a Gabi foi inteira, precisou apenas murchar os pneus, bem diferente das exigências da Brasil Sul para embarcar no ônibus no dia antes.
Mais tarde fui para o salão de embarque, ao passar pelo raio X implicaram com o transporte de líquidos na bagagem de mão (desodorante e protetor solar), nada muito complicado de resolver.
O embarque ocorreu antes do previsto, decolando as 16:45h.
Preparativos da Viagem
Nos últimos dias passei algum tempo em Curitiba, acertando os detalhes para a viagem e pedalando bastante, para ganhar condicionamento e distância, que serão necessários durante a viagem.
Além de treinar também estive, dentre outras coisas, reformando meu apartamento, assim, o tempo foi bastante escasso.
Já, nos últimos 10 dias eu estava em Assis, com minha família para, inclusive, comemorar a Páscoa.
Nesse meio tempo fechei o possível roteiro que realizarei. O início, ao chegar na Europa, será uma noite em Frankfurt, depois Hannover na Hannover Messe, sendo que o bike tour se inicia em Dresden, no domingo seguinte (dia 19).
O trecho de bike, será percorrido, a partir de Dresden, com sentido à República Tcheca, Eslováquia, Áustria, retornar à Alemanha, depois Suíça. Nesse ponto deverá ser dia 1º de junho, pois é o início da Rota dos Grandes Alpes, que tem alguns dos seus passos de altitude fechados até junho, por causa da neve.
O término dessa parte da viagem acontece no Mar Mediterrâneo, em Menton, uma cidade ao lado de Mônaco. Dali sigo pela costa francesa até Barcelona na Espanha, de onde volto dia 9 de julho.
A viagem está definida em linhas gerais, tendo planejado paradas durante o dia, para lanche e almoço. A média diária prevista é de cerca de 45km, mas podem acontecer variações no percurso, motivadas por condição climática, feriados locais, cansaço, geografia do terreno, atrações do local visitado...
Entre as possíveis variações da viagem, é conhecer os únicos três principados do mundo: Liechtenstein, Mônaco e Andorra.
Quanto ao gasto, o previsto é algo entre 50 e 60 Euros por dia, variando do local, atrações, custo do país, tipo de hospedagem.
Por falar em hospedagem, a ideia é utilizar, sempre que possível o CouchSurfing (www.couchsurfing.com), seguido do AirBnB, pensões tipo B&B, Hostels, em especial da rede Hostelling International e, caso não tenha outra opção, hotéis. Isso se deve à minha intenção de estar mais próximo das pessoas, sejam nativos ou outros viajantes, conhecer mais da cultura local e também para aliviar um pouco o orçamento.
Além de treinar também estive, dentre outras coisas, reformando meu apartamento, assim, o tempo foi bastante escasso.
Já, nos últimos 10 dias eu estava em Assis, com minha família para, inclusive, comemorar a Páscoa.
Nesse meio tempo fechei o possível roteiro que realizarei. O início, ao chegar na Europa, será uma noite em Frankfurt, depois Hannover na Hannover Messe, sendo que o bike tour se inicia em Dresden, no domingo seguinte (dia 19).
O trecho de bike, será percorrido, a partir de Dresden, com sentido à República Tcheca, Eslováquia, Áustria, retornar à Alemanha, depois Suíça. Nesse ponto deverá ser dia 1º de junho, pois é o início da Rota dos Grandes Alpes, que tem alguns dos seus passos de altitude fechados até junho, por causa da neve.
O término dessa parte da viagem acontece no Mar Mediterrâneo, em Menton, uma cidade ao lado de Mônaco. Dali sigo pela costa francesa até Barcelona na Espanha, de onde volto dia 9 de julho.
A viagem está definida em linhas gerais, tendo planejado paradas durante o dia, para lanche e almoço. A média diária prevista é de cerca de 45km, mas podem acontecer variações no percurso, motivadas por condição climática, feriados locais, cansaço, geografia do terreno, atrações do local visitado...
Entre as possíveis variações da viagem, é conhecer os únicos três principados do mundo: Liechtenstein, Mônaco e Andorra.
Quanto ao gasto, o previsto é algo entre 50 e 60 Euros por dia, variando do local, atrações, custo do país, tipo de hospedagem.
Por falar em hospedagem, a ideia é utilizar, sempre que possível o CouchSurfing (www.couchsurfing.com), seguido do AirBnB, pensões tipo B&B, Hostels, em especial da rede Hostelling International e, caso não tenha outra opção, hotéis. Isso se deve à minha intenção de estar mais próximo das pessoas, sejam nativos ou outros viajantes, conhecer mais da cultura local e também para aliviar um pouco o orçamento.
quarta-feira, 18 de março de 2015
Continuação do treinamento
Venho mantendo um treinamento, focado principalmente na distância. Nos últimos dois meses, realizei uma viagem de reconhecimento até a Colonia Witmarsum (município de Palmeira-Pr) e Ponta Grossa. A viagem para Morretes que eu havia citado acabou não acontecendo, ainda.
A princípio eu iria ir até Witmarsum, ali pernoitar, para no dia seguinte visitar Vila Velha e chegar a Ponta Grossa. Por fim resolvi seguir viagem no mesmo dia, chegando no fim da tarde em Ponta Grossa, sem parar em Vila Velha, tomando o ônibus de volta para Curitiba.
Foram 125 km percorridos no dia, a uma velocidade média de 17,4km, no fim não senti muita dificuldade, se levar em conta que até agora foi a maior distância que percorri e que a bicicleta estava totalmente carregada, como se fosse na viagem.
Depois disso, ainda fiz outros treinos sem sair de Curitiba, mas estou com alguma dificuldade de encontrar tempo, pois sai de férias com meus pais, algumas semanas fora de Curitiba, além disso, agora estou consumindo muito tempo com a reforma do meu apartamento.
A princípio eu iria ir até Witmarsum, ali pernoitar, para no dia seguinte visitar Vila Velha e chegar a Ponta Grossa. Por fim resolvi seguir viagem no mesmo dia, chegando no fim da tarde em Ponta Grossa, sem parar em Vila Velha, tomando o ônibus de volta para Curitiba.
Foram 125 km percorridos no dia, a uma velocidade média de 17,4km, no fim não senti muita dificuldade, se levar em conta que até agora foi a maior distância que percorri e que a bicicleta estava totalmente carregada, como se fosse na viagem.
Depois disso, ainda fiz outros treinos sem sair de Curitiba, mas estou com alguma dificuldade de encontrar tempo, pois sai de férias com meus pais, algumas semanas fora de Curitiba, além disso, agora estou consumindo muito tempo com a reforma do meu apartamento.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Previsão de percurso para o Tour pela Europa
Hoje passei grande parte do dia analisando as melhores opções de percursos a serem percorridos nos 3 meses que estarei pela Europa.
A grande dificuldade encontra-se no Winterspërre, um período que os grandes passos de montanha permanecem fechados, por questão de segurança, em geral de outubro ao final de maio, época do inverno local. Assim, todos percursos de altitude que eu incluir devem ser previstos para depois de 1º de Junho, sob pena de encontrar estradas fechadas.
A melhor opção até agora, e tudo indica que será a oficial, talvez com algumas pequenas adaptações, é sair da região central da Alemanha em meados de abril e cruzar no sentido sudeste até Bratislava na Eslováquia e depois Viena na Áustria, cidades quase vizinhas, passando por Praga no caminho.
De Viena seguir pela rota do Danúbio, margeando este rio até Munique, depois rodar por parte da rota romântica até Füssen, na sequência rumar para o oeste e encontrar Berna, na Suiça.
Na última parte da primeira metade da viagem, um trajeto mais plano, chegando ao Lac Lemon, divisa com a França, nas proximidades de Genebra. Até aqui serão cerca de 1.800 km em 43 dias, em torno de 42 km/dia, em um relevo não muito acidentado, com passagem pela parte baixa dos Alpes, na Alemanha, e muitas belas paisagens.
A parte mais difícil inicia aí, em Thonon-les-Bains, à beira do Lac Lemon, cruzar a Route des Grandes Alpes, uma estrada histórica, que ao longo dos anos foi sendo pavimentada e e integrada, até ganhar o formato atual em 1995, possui fortalezas de séculos atrás, paisagens de tirar o fôlego, picos com neve eterna, e muitos outros atrativos.
O caminho percorrido é pela parte alta dos Alpes franceses, cerca de 700 km de extensão com incríveis 19.000 m de elevação positiva, tendo seu final em Menton, à beira do mar mediterrâneo, entre o Principado de Mônaco e a Itália.
Parte dessa rota compõe o famoso Tour de France, sendo, junto com a etapa dos Pirineus, uma das etapas mais esperadas de toda competição, seja pelas belas imagens ou pela dificuldade enfrentada pelos ciclistas para alcançar os passos de altitude, junto a tudo isso ainda há a impressionante velocidade alcançada na descida desses (com o velocímetro atingindo os 3 dígitos).
Depois de chegar ao Mediterrâneo a viagem deve seguir pela França, às margens do Mediterrâneo, pela Cotê d'Azur, subir os Pirineus, cordilheira que conecta a Península Ibérica ao continente, até o Principado de Andorra, e por fim chegar a Barcelona, que deve ser o ponto de retorno.
Essa segunda fase, Route des Grandes Alpes, França, Andorra e Espanha, deve ter cerca de 1.700 km, e cerca de 27.000 m de desnível positivo. Média diária de 43,5km.
Ao final de todo o tour um total de 3.500 km.
A grande dificuldade encontra-se no Winterspërre, um período que os grandes passos de montanha permanecem fechados, por questão de segurança, em geral de outubro ao final de maio, época do inverno local. Assim, todos percursos de altitude que eu incluir devem ser previstos para depois de 1º de Junho, sob pena de encontrar estradas fechadas.
A melhor opção até agora, e tudo indica que será a oficial, talvez com algumas pequenas adaptações, é sair da região central da Alemanha em meados de abril e cruzar no sentido sudeste até Bratislava na Eslováquia e depois Viena na Áustria, cidades quase vizinhas, passando por Praga no caminho.
De Viena seguir pela rota do Danúbio, margeando este rio até Munique, depois rodar por parte da rota romântica até Füssen, na sequência rumar para o oeste e encontrar Berna, na Suiça.
Na última parte da primeira metade da viagem, um trajeto mais plano, chegando ao Lac Lemon, divisa com a França, nas proximidades de Genebra. Até aqui serão cerca de 1.800 km em 43 dias, em torno de 42 km/dia, em um relevo não muito acidentado, com passagem pela parte baixa dos Alpes, na Alemanha, e muitas belas paisagens.
A parte mais difícil inicia aí, em Thonon-les-Bains, à beira do Lac Lemon, cruzar a Route des Grandes Alpes, uma estrada histórica, que ao longo dos anos foi sendo pavimentada e e integrada, até ganhar o formato atual em 1995, possui fortalezas de séculos atrás, paisagens de tirar o fôlego, picos com neve eterna, e muitos outros atrativos.
O caminho percorrido é pela parte alta dos Alpes franceses, cerca de 700 km de extensão com incríveis 19.000 m de elevação positiva, tendo seu final em Menton, à beira do mar mediterrâneo, entre o Principado de Mônaco e a Itália.
Parte dessa rota compõe o famoso Tour de France, sendo, junto com a etapa dos Pirineus, uma das etapas mais esperadas de toda competição, seja pelas belas imagens ou pela dificuldade enfrentada pelos ciclistas para alcançar os passos de altitude, junto a tudo isso ainda há a impressionante velocidade alcançada na descida desses (com o velocímetro atingindo os 3 dígitos).
Depois de chegar ao Mediterrâneo a viagem deve seguir pela França, às margens do Mediterrâneo, pela Cotê d'Azur, subir os Pirineus, cordilheira que conecta a Península Ibérica ao continente, até o Principado de Andorra, e por fim chegar a Barcelona, que deve ser o ponto de retorno.
Essa segunda fase, Route des Grandes Alpes, França, Andorra e Espanha, deve ter cerca de 1.700 km, e cerca de 27.000 m de desnível positivo. Média diária de 43,5km.
Ao final de todo o tour um total de 3.500 km.
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